Localizada na esquina das ruas Flórida com Arandu, no Bairro do Brooklin, a Praça Lions Monções seria apenas mais uma praça da cidade, com bancos, jardins e a singela presença de alguns transeuntes, se não tivesse ocorrido uma iniciativa que envolveu moradores, trabalhadores, empresários e várias outras pessoas da região, que costumavam apenas passar pela praça. No dia 14 de novembro, Dia Mundial do Diabetes, essas mesmas pessoas não só vieram para a praça, mas ficaram.
A primeira vista, parece não existir muita diferença entre passar e ficar na praça, a não ser pela atitude física de parar, mas quem esteve presente no dia pode perceber claramente o verdadeiro significado e utilidade de uma praça pública, começando pelo conceito da palavra “público”, que, no senso comum, quer dizer “de todo mundo” ou de “qualquer um”, e simplificando a confusão, “de ninguém”.
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Acima, a Pç Lions Monções pronta para ser utilizada. Abaixo, a população em pleno uso.
Dia Mundial do Diabetes
Mais do que os testes de glicemia, esta foi uma verdadeira ação cidadã em plena praça pública.
Alguns moradores e apreciadores do bairro, no entanto, resolveram mudar essa maneira de raciocinar e surgiu a Praça Cidadã. Sentir os locais públicos da região como se fossem lugares privados, é zelar por eles, é tratá-los com carinho e cuidado, é envolver-se com eles, fazendo com que cada cidadão sinta como “seu”, aquilo que é de todos. Mas para dar vida aos lugares é preciso que haja pessoas, troca, conversa. E também um motivo.
Com esse espírito, em homenagem aos 14 de novembro - Dia Mundial do Diabetes, nasceu a Praça Cidadã. O Laboratório Abbott, na região há várias décadas, não hesitou em patrocinar o evento, oferecendo testes de glicemia gratuitos e informações sobre a doença, além de orientação nutricional.
Havia também uma tenda de Shiatsu e até um nostálgico realejo, cujo periquito não só mostravam a sorte para o público, mas também mensagens sobre o diabetes.
A Praça Cidadã não estaria completa se não contasse com uma tenda da Subprefeitura de Pinheiros, parceira e colaboradora na ação, trazendo informações sobre as realizações e projetos da prefeitura na região e diminuindo a distância entre o poder público e os cidadãos. O sucesso do evento, porém, não se deu apenas pelo que foi oferecido à população. Com certeza, o maior valor do Praça Cidadã está no fato de ter reunido as pessoas da redondeza, possibilitando que elas se conhecessem.
Exemplo disso foi o caso da elegante e simpática, Diva Garanito Fiorelli, de 72 anos, 40 deles, vivendo no bairro. “Vivo aqui desde quando ainda não tinha luz, nem rua asfaltada. Trabalhava no restaurante do meu filho, que foi uma das primeiras casas de almoço e ficava bem próximo aqui da praça”, lembra a senhora. Para ela, o evento estava ótimo e achou muito importante o destaque para a saúde e ainda completou: “além de tudo, pude conversar com gente que nunca vi na vida e aprender bastante também”.
Para o comerciante Jamil Augusto, 64 anos e morador da região há mais de 25 anos, “encontros como esse da Praça Cidadã, não só informam as pessoas, mas também podem promover a melhoria da qualidade de vida na região”. Nascido no interior do estado, o Sr. Jamil lembra que eventos assim possibilitam a aproximação e o encontro das pessoas, “o que é muito comum em pequenas cidades, mas bastante raro em uma metrópole como São Paulo”.
A população da ”Melhor Idade” compareceu na Praça
Na tenda da Subprefeitura, muitas informações